terça-feira, 29 de julho de 2014

Família aumenta com pessoas muito queridas

No ano seguinte ao que a Vera conclui seu curso de decoração e artes na Faap – feito de 1971 a 1974 – e depois da morte de papai, em 1975,  Rosely e eu entramos para o cursinho pré-vestibular Equipe, que ficava no bairro da Bela Vista. Na mesma época, Rose começou o namoro com Luiz Carlos, que devagarinho, com seu jeito sempre risonho e disposto a ajudar, conquistou a todos na família. Entramos na faculdade – Rosely em terapia ocupacional na Faculdade de Medicina da USP e eu em comunicação na então FIAM, que ficava na Av. Jabaquara. Logo após ingressar na faculdade, fiz novos amigos – que tenho até hoje – principalmente por causa do grupo de teatro amador Alma. Joyce, Jô e eu, ao lado de Miriam, Denise e outros amigos, formávamos uma turma batalhadora, liderada pelo diretor e amigo Ivo.
Enquanto isto, curtíamos os sobrinhos Anna, Paola e Chris e os filhos de Peter e Ana Maria, principalmente nos finais do ano, quando chegavam trazendo os gostosos doces natalinos que ela preparava e embalava. A casa da rua George Ohm continuava recebendo amigos e familiares nas festas de aniversário. Transformávamos o quintal em mais um ambiente (era todo coberto) e mamãe sempre dava seu toque especial.
Para reforçar o orçamento familiar, mamãe começou a ser motorista de crianças, com o Fusca azul. Tudo começou com o filho Marcio, da Marina, amiga da Rose. Aí ela passou a levar três japonesinhos que haviam perdido recentemente a mãe. Então, outra amiga, a Verônica, também pediu para a mamãe levar seu filho Rodrigo. E duas gêmeas que entravam as sete da manhã, como ela conta:
- Eu levava as gêmeas, deixava o Marcio, pegava outro aluno, depois um casal que morava perto de casa soube que eu estava fazendo este serviço e pediu para eu levar seus filhos também. E tinha o Alberto, filho de uma amiga. Eu almoçava as três da tarde, depois de todo o trajeto. Ah, dava uma boa renda e ainda me divertia com as crianças. Algumas vezes, quando podia, eu ia com ela e me divertia em ver o orgulho das crianças em mostrar uma autêntica avó (um pouco diferente das avós da época, talvez mais moderna!) esperando-as na porta das escolas.
Em 1979, Rose e Luiz Carlos contam para nós que ela estava grávida – de gêmeos! Odete ligou para Irineia (mãe de Luiz Carlos) e as duas combinaram os detalhes do casamento civil, marcado para o dia 13 de junho no salão de festas do prédio onde a família de Luiz Carlos morava. De tarde, Vera fez a decoração do salão com muitas flores brancas. No início da noite, ao lado de amigos, primos, tios e tias – foi celebrada a união de Rosely e Luiz Carlos.  Abaixo dois momentos felizes da festa - irmãos, cunhadas e cunhados e as mães guerreiras ao lado de Ly e Lu!   
Após o casamento, os dois foram morar em São Carlos em uma casa alugada. A mudança, providenciada pelo Renê, irmão de Luiz Carlos, foi feita com o apoio da avó de Luiz Carlos, Elisa, e sua tia Zilda. Depois chegaram Irineia e , mamãe que, junto com a tia Zilda, lavaram a casa toda, como lembra mamãe:
- Imagina, três velhas lavando a casa e rindo! Tinha um pé de romã e na frente tinha um jardim meio abandonado. Aí fui arrumar o jardim e a Irineia dizia: Odete, não é para enfeitar, é para lavar!
Tudo estava preparado para a chegada dos gêmeos e logo, logo, seus irmãos, mas isto merece um capítulo que logo, logo vai chegar!