No ano seguinte ao que a
Vera conclui seu curso de decoração e artes na Faap – feito de 1971 a 1974 – e depois
da morte de papai, em 1975, Rosely e eu
entramos para o cursinho pré-vestibular Equipe, que ficava no bairro da Bela
Vista. Na mesma época, Rose começou o namoro com Luiz Carlos, que devagarinho,
com seu jeito sempre risonho e disposto a ajudar, conquistou a todos na
família. Entramos na faculdade – Rosely em terapia ocupacional na Faculdade de
Medicina da USP e eu em comunicação na então FIAM, que ficava na Av. Jabaquara.
Logo após ingressar na faculdade, fiz novos amigos – que tenho até hoje –
principalmente por causa do grupo de teatro amador Alma. Joyce, Jô e eu, ao
lado de Miriam, Denise e outros amigos, formávamos uma turma batalhadora, liderada
pelo diretor e amigo Ivo.
Enquanto isto,
curtíamos os sobrinhos Anna, Paola e Chris e os filhos de Peter e Ana Maria,
principalmente nos finais do ano, quando chegavam trazendo os gostosos doces
natalinos que ela preparava e embalava. A casa da rua George Ohm continuava
recebendo amigos e familiares nas festas de aniversário. Transformávamos o
quintal em mais um ambiente (era todo coberto) e mamãe sempre dava seu toque
especial.
Para reforçar o
orçamento familiar, mamãe começou a ser motorista de crianças, com o Fusca
azul. Tudo começou com o filho Marcio, da Marina, amiga da Rose. Aí ela passou
a levar três japonesinhos que haviam perdido recentemente a mãe. Então, outra
amiga, a Verônica, também pediu para a mamãe levar seu filho Rodrigo. E duas
gêmeas que entravam as sete da manhã, como ela conta:
- Eu levava as gêmeas,
deixava o Marcio, pegava outro aluno, depois um casal que morava perto de casa
soube que eu estava fazendo este serviço e pediu para eu levar seus filhos
também. E tinha o Alberto, filho de uma amiga. Eu almoçava as três da tarde,
depois de todo o trajeto. Ah, dava uma boa renda e ainda me divertia com as
crianças. Algumas vezes, quando podia, eu ia com ela e me divertia em ver o
orgulho das crianças em mostrar uma autêntica avó (um pouco diferente das avós
da época, talvez mais moderna!) esperando-as na porta das escolas.
Em 1979, Rose e Luiz
Carlos contam para nós que ela estava grávida – de gêmeos! Odete ligou para
Irineia (mãe de Luiz Carlos) e as duas combinaram os detalhes do casamento
civil, marcado para o dia 13 de junho no salão de festas do prédio onde a
família de Luiz Carlos morava. De tarde, Vera fez a decoração do salão com
muitas flores brancas. No início da noite, ao lado de amigos, primos, tios e
tias – foi celebrada a união de Rosely e Luiz Carlos. Abaixo dois momentos felizes da festa - irmãos, cunhadas e cunhados e as mães guerreiras ao lado de Ly e Lu!
Após o casamento, os dois
foram morar em São Carlos em uma casa alugada. A mudança, providenciada pelo Renê,
irmão de Luiz Carlos, foi feita com o apoio da avó de Luiz Carlos, Elisa, e sua
tia Zilda. Depois chegaram Irineia e , mamãe que, junto com a tia Zilda, lavaram
a casa toda, como lembra mamãe:
- Imagina, três velhas
lavando a casa e rindo! Tinha um pé de romã e na frente tinha um jardim meio
abandonado. Aí fui arrumar o jardim e a Irineia dizia: Odete, não é para
enfeitar, é para lavar!
Tudo estava preparado
para a chegada dos gêmeos e logo, logo, seus irmãos, mas isto merece um
capítulo que logo, logo vai chegar!


Sabe uma coisa que me chamou a atenção também nos seus relatos? A quantidade de amigos e familiares seus que têm os mesmos nomes dos meus: começando pela Rose, minha esposa, até as minhas filhas Marina, Olivia e Sofia, meus irmãos Fernando, Luis Carlos e Laura, etc, etc. Eita mundo do coincidências!
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