Seguia a vida de Sebastiana e João de Aguirre Camargo. Casados e com o primeiro filho nascido – Francisco – logo conhecido como Chiquito – moravam em Amparo, no interior paulista. Ali, João administrava uma fazenda de café. Nasceram na mesma casa os outros dois filhos – José, mais conhecido como Zuza e Odila, a primeira ruivinha da família. Todos de olhos claros, usufruíam de conforto na grande casa, com empregados e criadas para cuidar dos pequenos. Então, João recebeu uma proposta para administrar uma fazenda na região de Cravinhos. A mudança foi aceita logo, pois a ideia de ficar mais perto de Ribeirão Preto e dos parentes agradou os dois. E lá se foram de trem para uma das regiões que estava gerando riqueza tanto para brasileiros quanto para estrangeiros, em sua maioria ingleses, que vinham para cá investir neste grão verde que, em boas colheitas, transformava tudo em riqueza. Ali, na fazenda Tibiriçá, nasceram os demais filhos – João, Maximiniano, Maria Odete – que faleceu com meses – Odette, Olga, Rui, Carlos e Orlando.
Família grande, a mesa era sempre para 12 – quando não recebiam parentes ou amigos. Como em toda família, alguns eram mais tímidos, outros extrovertidos. Mas havia uma que marcou a vida tanto dos irmãos e irmãs, quanto dos sobrinhos, primos e muitos amigos. Menina falante (como as irmãs), Odette era uma autêntica leonina – ou seja, onde ela estava, criava alegria e, às vezes, confusão! E é esta menina, depois mulher que contará muitas histórias neste livro como quando o automóvel comprado pelo pai chegou na fazenda.... Mas isto é outro capítulo! Na foto, Odette com oito meses e Namá (apelido do Maximiliano) com dois anos na casa de sua avó Luiza, em Ribeirão Preto.

Que saudades das reunioes da familia inteira com todos os tios e tias!
ResponderExcluirMuito bem irmazonha...a nossa historia esta sendo contada....que.bom!
estamos acompanhando.
ResponderExcluirFelipe