Os preparativos para o casamento da primeira Miessva começavam a tomar forma, enquanto a rotina seguia na família, dividida entre o trabalho, estudo e lazer. No Clube Pinheiros, Vera continuava jogando tênis com Enrico e aprontando
‘travessuras’, como quando no baile de Aleluia, se disfarçou de ‘nega maluca’.
A ruiva mais velha da casa, de olhos azuis, passou pasta preta no rosto e
pescoço, vestiu meias e luvas pretas, colocou
uma peruca de lã preta e foi achando que não seria reconhecida! Enrico,
fantasiado de homem da caverna, no meio do baile a encontrou no meio de tanta
gente – e ainda disse:
- Veruska, como você achou que não ia reconhecer você?!?
Naquele ano de 1967, Vera também ficou noiva em um jantar que reuniu as
famílias Miessva e Rastelli. Annamaria Rastelli tornou-se amiga de Odete, e
Ignácio e Dino costumavam conversar nos almoços de família.
A organização do casamento da Toy com Peter acabou envolvendo amigos e parentes. O casamento
aconteceria na Igreja do Perpétuo Socorro. Odette e a amiga Jamile (que
costurava com Odette) compraram o tecido para o vestido, mas a Toy queria uma cauda. Por sorte, uma amiga da Jamile estava vendendo o vestido de noiva com um cauda toda
bordada a mão. Definida a grinalda, ela escolheu ter um véu franzido cobrindo também a
cauda. A gola era toda bordada e luvas brancas foram compradas para
completar o arranjo.
Os vestidos das irmãs Vera, Rosely e Lena foram feitos também por Odette e Jamile. Verde para Vera, azul para Rosely e cor de rosa para Lena. Tudo em tecido brocados ou cetim, feitos com carinho e capricho.
Então, foi a vez do ensaio em um dos sábados que antecederam o casamento. A amiga Celina orientou Ignácio e Toy:
- Devagarinho, sr. Inácio. Pé compassado, pé compassado.
Max, que chegou naquele momento em uma de suas visitas às primas, ficou emocionado ao ver a Toy tão compenetrada.
A festa foi organizada na casa da Rua João Lourenço. Os quartos se
transformaram em salas – a sala dos presentes, a do bolo - o jardim de inverno e
todo o quintal foram abertos para receber as 200 pessoas.
O casamento civil também aconteceu naquela casa, e entre os padrinhos, estavam Vera e Enrico.
E chegou o grande dia – 7 de julho de 1967.
No altar, ao lado de Odette, os amigos Ligia e Milton. Ela entrou na igreja
lotada pontualmente às 8 horas da noite, como lembra Odette:
- Eu estava nervosa e ao ver a Toy com Ignácio, fiquei mais ainda! E
então, em um relance, ao olhar para todos que ali estavam, vi atrás de uma das
pilastras, o Eduardinho chorando. Aquele rapaz tinha sido namorado dela por
alguns anos e me deu uma tristeza ao ver alguém lamentando um amor
frustrado.
Ela continua lembrando:
- Depois da festa, acompanhamos a Toy e o Peter para o aeroporto – eles iam passar a lua de mel no Rio de Janeiro. Ao se despedir ela chorava muito e eu disse: Mas, Toy, você vai passear com o Peter, em lua de mel, vai se divertir muito, minha filha!
- Depois da festa, acompanhamos a Toy e o Peter para o aeroporto – eles iam passar a lua de mel no Rio de Janeiro. Ao se despedir ela chorava muito e eu disse: Mas, Toy, você vai passear com o Peter, em lua de mel, vai se divertir muito, minha filha!
Quando o avião decolou, eu senti um arrepio de frio, não passei bem –
foi como se tivesse uma intuição que algo iria mudar – e muito - em nossas vidas!
E sempre vale a pena recordar o momento das quatro irmãs juntas!



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