quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A árvore de Natal pegou fogo!


A vida na fazenda em Cravinhos era boa demais em um tempo que passava devagarzinho... Os pequenos Olga, Odette, Namá e Carlito começavam o dia brincando no pomar, subindo nas árvores para chupar mangas e as laranjas colhidas pertinho. Brincar de pega pega, de futebol, de cabra cega – tudo era motivo para risadas como quando o Namá pegou os biscoitos de polvinho e colocou um em cada dedo e correu antes que a mãe – brava como sempre – percebesse! No final do dia, estavam lambuzados com as frutas e sujos de barro. Eram a empregada preparava os banhos e ficavam todos limpos. Depois disto, nem pensar em chegar perto do pomar. O permitido era no gramado do jardim, em frente da casa. Na hora do jantar, estavam todos na mesa, sentados por ordem de idade. Na cabeceira da mesa, ficava João e do seu lado esquerdo sua mulher Sebastiana. Ela fazia o prato de cada um e não admitia brincadeiras. Crianças comiam em silêncio, apenas os mais velhos conversavam.  Certa vez, os adultos tiveram a ideia de enfeitar a árvore de Natal com algodão para lembrar a neve. Tudo ia bem, até alguém se lembrar de colocar velinhas acesas na árvore, presas com pregadores de roupa. De repente, a árvore pegou fogo e foi um corre corre geral. Bem mais tarde, a figura do Papai Noel surgiu na família, sempre assumido pelo Joãozinho, um dos filhos mais velhos que se divertia com a fantasia e corria atrás da criançada, formada pelos sobrinhos e sobrinhas que sempre adoraram a casa dos avós João e Sebastiana.  Mas isto é outra história que será contada mais para frente!

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