A vida na fazenda em Cravinhos era boa demais em um tempo
que passava devagarzinho... Os pequenos Olga, Odette, Namá e Carlito começavam
o dia brincando no pomar, subindo nas árvores para chupar mangas e as laranjas
colhidas pertinho. Brincar de pega pega, de futebol, de cabra cega – tudo era
motivo para risadas como quando o Namá pegou os biscoitos de polvinho e colocou
um em cada dedo e correu antes que a mãe – brava como sempre – percebesse! No final
do dia, estavam lambuzados com as frutas e sujos de barro. Eram a empregada
preparava os banhos e ficavam todos limpos. Depois disto, nem pensar em chegar
perto do pomar. O permitido era no gramado do jardim, em frente da casa. Na
hora do jantar, estavam todos na mesa, sentados por ordem de idade. Na cabeceira
da mesa, ficava João e do seu lado esquerdo sua mulher Sebastiana. Ela fazia o
prato de cada um e não admitia brincadeiras. Crianças comiam em silêncio,
apenas os mais velhos conversavam. Certa
vez, os adultos tiveram a ideia de enfeitar a árvore de Natal com algodão para
lembrar a neve. Tudo ia bem, até alguém se lembrar de colocar velinhas acesas
na árvore, presas com pregadores de roupa. De repente, a árvore pegou fogo e
foi um corre corre geral. Bem mais tarde, a figura do Papai Noel surgiu na
família, sempre assumido pelo Joãozinho, um dos filhos mais velhos que se
divertia com a fantasia e corria atrás da criançada, formada pelos sobrinhos e
sobrinhas que sempre adoraram a casa dos avós João e Sebastiana. Mas isto é outra história que será contada
mais para frente!
Lena gostei muito! O graca esta no FB. Olha la...
ResponderExcluirBeijim
Vera